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Lula diz que posse de Moraes foi ato pró-democracia e incomodou Bolsonaro




O candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou nesta quarta-feira, 17, a posse do ministro Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como um ato de civilidade, de fortalecimento do estado democrático de direito e contra "quase tudo que é o comportamento de Bolsonaro".



Nesta terça-feira (16) em Brasília, na presença do presidente Jair Bolsonaro (PL), de ex-presidentes da República, de candidatos na atual corrida pelo Palácio do Planalto e de governadores, Moraes assumiu a presidência do TSE com um discurso em defesa do processo eleitoral, das urnas eletrônicas e da democracia. A fala do ministro foi vista como um recado ao chefe do Executivo, que constantemente coloca em xeque, sem provas, a credibilidade do sistema eleitoral.



Lula, que presenciou o evento, disse nesta quarta-feira que Bolsonaro "estava muito incomodado" na ocasião. Foi a primeira vez que os adversários se reuniram presencialmente. "Cada discurso que falava um pouco de democracia, era visível a cara dele (Bolsonaro) de constrangimento. Ele quase não bateu palma para nenhum discurso", disse o ex-presidente durante entrevista à Rádio Super, de Minas Gerais.



O petista afirmou que o ato "cheirava" à democracia, liberdade e respeito às urnas, o que explicaria o constrangimento do presidente. "Eu compreendo esse comportamento dele porque ele passou o tempo inteiro desaforando a Justiça Eleitoral, desacreditando as urnas eletrônicas, desmoralizando as instituições", continuou.



Lula concluiu que o momento representou um sinal forte de que "a maioria soberana do povo" quer democracia. Na sua avaliação, o ministro Moraes, a justiça eleitoral e as urnas eletrônicas saíram fortalecidas após o ato.
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