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Moraes assume TSE com histórico “firme” contra desinformação, dizem especialistas




O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes assume, às 19h desta terça-feira (16), a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no lugar de Edson Fachin. A CNN fará uma cobertura especial da posse do ministro. Faltando 48 dias para o primeiro turno das eleições, o magistrado, que coleciona atritos com o presidente Jair Bolsonaro (PL), terá o desafio de resguardar o processo eleitoral em um pleito que, segundo especialistas, será marcado pela tensão.

Enquanto ministro do Supremo, Moraes acumula decisões com o objetivo de combater a desinformação. Ele já decidiu pela cassação e prisão de parlamentares bolsonaristas que divulgaram notícias falsas sobre a urna eletrônica e as instituições, bloqueou as redes sociais do PCO por ataques à Corte e suspendeu o aplicativo Telegram no país após o mesmo negar a colaboração com a Justiça.

Durante o julgamento do pedido de cassação da chapa Bolsonaro-Mourão, acusado por disparo de mensagens em massa nas redes sociais durante a campanha de 2018, Moraes afirmou que “se houver repetição do que foi feito em 2018, o registro será cassado e as pessoas que assim fizerem irão para a cadeia”.

Segundo o especialista em Direito Eleitoral Alberto Rollo, o perfil de Moraes contrasta com o de Fachin.

“O ministro Alexandre é mais duro [no combate à desinformação]. Então eu acho que a tendência é de respostas mais firmes, porque o perfil é diferente”, aponta o especialista em Direito Eleitoral Alberto Rollo.
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