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Debate com presidenciáveis se torna vai e vem de direitos de resposta a ofensas




A três dias das eleições presidenciais de outubro, os sete candidatos que participam do debate organizado pela Rede Globo passaram mais da metade do primeiro bloco trocando ofensas e, em vez de aproveitarem a oportunidade para apresentar suas propostas de governo, gastaram boa parte do tempo com réplicas e tréplicas em direito de resposta.

Estão presentes os candidatos Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL), Padre Kelmon (PTB), Felipe D’Avila (Novo), Lula (PT), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil).

SImone Tebet teve momento de destaque ao responder com firmeza a Jair Bolsonaro, que lhe questionou por que sua candidata a vice-presidência acusa o governo petista de envolvimento na morte de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André (SP). Tebet pontuou que Bolsonaro deveria ter feito este questionamento a Lula, que está presente no debate e não a ela, que aguardava por uma pergunta relacionada a plano de governo do Brasil.

No segundo bloco, os candidatos perguntaram entre si sobre temas sorteados pelo mediador, William Bonner. Simone Tebet questionou Bolsonaro sobre mudanças climáticas, as queimadas na Amazônia e no Pantanal. Bolsonaro disse que as queimadas são mentira de Tebet e negou os números apresentados pela candidata.

Quando Soraya Thronicke perguntou ao Padre Kelmon sobre o combate ao racismo, o sacerdote entregou uma resposta sem técnico e elevou o tom religioso, se afastando da pergunta. Kelmon aproveitou para atacar a esquerda e não apresentou soluções para o racismo institucional.

Tensão

Lula e Padre Kelmon protagonizaram um dos principais embates da noite. Kelmon vinculou Lula a escândalos de corrupção e ao governo da Nicarágua, enquanto o petista o chamou de “impostor” e candidato “laranja”. Os dois tiveram que ser interrompidos mais de uma vez por William Bonner.

Irônica

Após uma sessão de bate-bocas com Padre Kelmon, Soraya Thronicke ironizou o religioso e fez uma saudação ao padre ortodoxo que oficializou seu casamento:

“Eu vou aproveitar e mandar um abraço para o Padre Antonio que foi padre da Igreja Sirian Ortodoxa, de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, que me casou. O casamento deu certo. Um beijo para o Padre Antonio. O senhor, sim, padre da segunda Igreja Sirian Ortodoxa do país.”
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