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Haddad relata ameaças e cancela evento de campanha em Presidente Prudente




O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) cancelou a viagem de campanha de nesta quarta-feira (7) a Presidente Prudente, no interior do estado. De acordo com sua equipe, ele tomou a decisão após tomar conhecimento de ameaças.






O UOL teve acesso ao boletim de ocorrência feito pela campanha do petista. Nele, a coligação afirmou ter sido notificada pela campanha local sobre "ameaças explícitas à passagem do candidato na cidade" por meio de trocas de áudios no WhatsApp.






Haddad participaria de uma sabatina na TV Fronteira durante a manhã. Segundo o boletim de ocorrência, um grupo se mobilizava para hostilizá-lo na porta da emissora.






A mensagem registrada no boletim foi enviada anonimamente à campanha e diz o seguinte: "O Ricardo tinha que pegar o pessoal do Bolsonaro e hostilizar ele, não sei que horas ele vai chegar na emissora, mas tipo [sic] ter algumas pessoas lá na porta para hostilizar ele. Ia ser muito legal esse Haddad ser hostilizado amanhã."






Segundo o PT, as ameaças "não se limitam ao áudio transcrito". No entanto, ele foi o único reportado à polícia. O boletim foi lavrado por Sônia Auxiliadora de Vasconcelos Silva, coordenadora regional do PT na cidade. Além dele, o PT também enviou um ofício ao 18º Batalhão da PM de Presidente Prudente solicitando providências.






ATOS BOLSONARISTAS






O presidente Jair Bolsonaro (PL) vem convocando apoiadores para diversos atos no feriado da Independência. A mobilização preocupa a campanha petista, que afirmou se tratar de um "chamamento público por parte de adversários deste candidato para que se manifestem publicamente".






No ofício à PM, o PT também afirma temer pela segurança de Haddad e de outros membros do partido diante do "lamentável histórico de violência que permeou nossa política nos últimos anos".






OUTRO CANCELAMENTO






Haddad também não foi a uma caminhada em Diadema, na região metropolitana de São Paulo, marcada para a tarde desta terça (6). O candidato alegou indisposição e recebeu orientações médicas para repousar durante o dia. Ele lidera a última pesquisa Datafolha no estado, com 35% das intenções de voto —à frente de Tarcisio de Freitas (Republicanos) e Rodrigo Garcia (PSDB), que têm 21% e 15%, respectivamente






Rodrigo, aliás, também relatou ter sido alvo de ameaças. O atual governador paulista, que busca a reeleição, tem participado de eventos de campanha utilizando colete à prova de balas após identificar ameaças de uma facção criminosa. Segundo interlocutores do governo, um bilhete com ameaças do PCC ao tucano foi interceptado pelo Serviço de Inteligência da SAP (Secretaria de Assuntos Penitenciários).

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