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Novembro Negro: famílias quilombolas de Ilhéus realizam ato público em favor da igualdade racial




No último domingo (20), data em que se comemora o Dia da Consciência Negra, foi realizado um ato público no bairro Banco da Vitória, localidade que abriga o Quilombo Morro do Miriqui, único quilombo da cidade de Ilhéus, certificado e reconhecido pela Fundação Cultural Palmares do Governo Federal.

A ação contou com apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Especial de Cultura (Secult). Unidos pela força da identidade étnica, os quilombolas construíram e atualmente defendem um território que vive sob constante ameaça de invasão, uma realidade que revela como o racismo age no país, impedindo que negros e negras tenham o direito à propriedade, mesmo sendo eles os donos legítimos das terras herdadas dos seus antepassados.

No ato, cerca de 60 pessoas de famílias quilombolas caminharam até a entrada do bairro para reafirmar a luta em prol da igualdade racial e do direito de terra, com o objetivo de manter viva a sua cultura. Descendentes diretos de Zumbi dos Palmares, símbolo máximo da luta do povo negro por liberdade, os negros que antes lutaram contra a escravidão e formaram territórios livres, hoje travam no dia a dia um embate pelo direito à terra.

É uma história de resistência que garantiu a continuidade de centenas de quilombos. “O dia da Consciência Negra não é apenas um dia. Trata-se de uma data para reconhecer a luta de todos os dias de pessoas negras contra o racismo e a intolerância”, afirmou Rosângela Santos, liderança da comunidade quilombola Morro do Miriqui.

Luta e resistência – A comunidade Quilombola Morro do Miriqui nasceu entre 1789 e 1791 (século XVIII), fruto da fuga dos negros escravizados nascidos no Brasil com os africanos escravizados chegados a Ilhéus por via marítima, responsáveis por promover a rebelião do Engenho de Santana. A rebelião foi considerada a primeira greve de trabalho da história do Brasil.

Esta comunidade quilombola tem mais de duzentos e trinta anos de existência, luta e resistência, principalmente pela oralidade das matriarcas que em suas mentes preservaram a memória histórica deste quilombo.
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