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Pfizer requisita à Anvisa uso emergencial da nova vacina bivalente






Devido à baixa adesão às doses de reforço (terceira e quarta), as novas subvariantes da Ômicron consegue se espalhar mais facilmente, e, consequentemente, aumentar os casos e facilitar o surgimento de novas variantes. De acordo com médicos especialistas ouvidos pelo Estadão em São Paulo, a maioria das pessoas hospitalizadas são idosos, imunossuprimidos (paciente transplantado, oncológico) e quem está com a vacina atrasada.

“Entre os internados há pessoas com esquema vacinal incompleto – com apenas duas doses principalmente – ou que não foram vacinadas”, diz Carla Kobayashi, infectologista do Sírio-Libanês. O perfil dos hospitalizados, aponta a médica, inclui ainda idosos com comorbidades ou doenças graves.

Segundo informações divulgadas pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no fim de semana, cerca de 69 milhões de brasileiros já podiam ter tomado a terceira dose do imunizante, mas não foram ao posto de saúde, mantendo o cartão de vacina com somente duas das quatro doses hoje disponíveis para população com 18 anos ou mais.

Vacina bivalente é aposta do exterior

Para conter o avanço das novas subvariantes da Ômicron, outros países, como Estados Unidos e alguns europeus, já estão disponibilizando a versão atualizada da vacina contra Covid-19, conhecida como bivalente. O imunizante é fabricado pela Pfizer, e é eficiente contra várias cepas da doença. De acordo com a empresa, protege contra as versões BA.1, BA.4 e BA.5 da Ômicron.

Ainda não há previsão para chegada da vacina no Brasil. Porém, a organização já requisitou o uso emergencial à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro. Na semana passada, a Anvisa informou que está em fase final de análise pela área técnica, porém ainda não tem previsão de liberação final.
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